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10 de mar. de 2016

Precisa ter cor? Yayoi Kusama


http://www.thisiscolossal.com/2012/01/yayoi-kusama-obiliteration-room/
Yayoi Kusama
Na imagem, a artista plástica japonesa Yayoi Kusama interage com visitantes dando-lhes cartelas com pequenos adesivos coloridos para que sejam colocados em um fundo originalmente branco. Nos faz pensar... Como decidimos o que produzimos?

A evolução industrial acompanha questões econômicas, sociais, políticas, técnicas, culturais e ambientais. Tanto o planejamento de marketing, quanto o desenvolvimento de novos produtos acompanham muitas áreas em seus processos de decisão.


Com a necessidade de uma abordagem industrial mais focada em redução de desperdícios e de impacto ambientais, conhecemos a produção sustentável, a produção+limpa e a economia verde como novos paradigmas na indústria.  A produção sustentável é reforçada pelo tema paralelo consumo sustentável, mostrando que indústrias não decidem sozinhas mas influenciadas pelo grande poder do consumidor, este tão forte quanto o elefante, desconhece ainda sua força, mas começa a dar seus primeiros passos na contribuição com o tema. Já temos produtos "ambientalmente corretos", embalagens mais racionais  e equipamentos "eco-eficientes".


7 de mar. de 2016

Sustentabilidade - Download gratuito

Anualmente, o relatório anual do Worldwatch Institute é esperado pelos que procuram se atualizar sobre os temas relacionados ao meio ambiente. A leitura é obrigatória para os que buscam entender a importância de nutrir um ambiente seguro, justo e saudável através de política e ação. Publicado pela primeira vez em 1984 como um compêndio de temas, o relatório Estado do Mundo agora cobre temas de sustentabilidade selecionados anualmente, incluindo o desenvolvimento urbano, as alterações climáticas, a segurança global, consumismo e inovação agrícola.

Nessa edição, o prefácio de Marilene Ramos (Ibama) fala da importância das parcerias para que o meio ambiente seja tratado com a importância que precisa.

A versão em português, pode ser acessada gratuitamente em:

http://www.wwiuma.org.br/ESTADO_DO_MUNDO_2015.pdf

Conheça outras publicações sobre sustentabilidade com download gratuito em:

Biblioteca do Precisa


11 de jan. de 2016

A meta que nos faz progredir

Em artigo da revista Prática Empreendora, Suely Ferreira, do Instituto Precisa, fala o quão distantes estamos de nossas metas de produção e consumo sustentáveis. Sem desistir da rota, ela cita Eduardo Galeano e nos convida a seguir o mesmo rumo: "A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar."


11 de dez. de 2015

COP 21 - Por que um novo acordo?

A COP (Conference of the Parties) começou a ser realizada em 1995, reunindo anualmente os países membros da ONU para enfrentamento às mudanças climáticas. Em 1997, na COP3 foi assinado o Protocolo de Kyoto com metas de redução de emissão de poluentes pelos países desenvolvidos. A COP21 realizada em Paris em dezembro de 2015, traz um novo acordo entre a nações.

Saiba mais sobre a COP21 nessa série de perguntas e respostas:

O que é a COP21?
Uma conferência com os representantes de governo de mais de 190 países que se reunirão em Paris para discutir um novo acordo global sobre as alterações climáticas, destinado a reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa.

Por que um novo acordo?
Os compromissos atuais sobre as emissões de gases de efeito estufa, firmados com o Protocolo de Kyoto vencem em 2020. A COP21 pretende estabelecer um novo acordo.


16 de jun. de 2015

Padronização de Carregadores de Celular

Com o número de linhas de telefonia móvel maior do que o número de habitantes, o Brasil ainda enfrenta muitos problemas nessa área, como a baixa qualidade do sinal e o alto custo das ligações em comparação com outros países.

Celulares e smartphones estão na grande maioria das casas brasileiras e por terem plugs variados para conexão de carregadores é comum as pessoas precisarem comprar um carregador para substituir o original. Com plugs sem um padrão comum, os carregadores sem uso se acumulam em gavetas e somam-se aos resíduos de equipamentos eletroeletrônicos. Uma situação que poderia ser evitada se todos os plugs de carregadores fossem iguais.

No Brasil, duas iniciativas de padronização foram apresentadas em projeto de lei, os PL-6415/2009 e PL-7133/2010, ambos rejeitados e arquivados sem aprovação. Como justificativa para o arquivamento, o poder legislativo argumentou que padronizar conectores de aparelhos de celular seria uma exigência que atrasaria a produção tecnológica do país.

6 de abr. de 2015

Produção sustentável economiza recursos, não ideias

Começamos a usar filtros de papel no Brasil na década de 1970 e vinte anos depois, longe daqui, foram lançados os primeiros filtros de papel não alvejado.  Isso porque alguém teve a ideia de produzir desse modo produtos que não precisassem passar pelo processo de branqueamento.

Como a polpa de madeira é bege, o papel produzido a partir da polpa, também é bege, cor das caixas de papelão e do papel kraft. Para ser branco, o papel passa por um processo de branqueamento utilizando produtos químicos, dentre eles o oxigênio, peróxido de hidrogênio, ozônio e ácidos peracéticos.


23 de mai. de 2014

Meus primeiros dias no Instituto Precisa

Quando minha mãe fez 70 anos, senti vontade de voltar para casa e aproveitar mais tempo com ela. Estava a três horas de casa, trabalhando em uma fábrica de sal e subia a serra de Petrópolis não mais do que 3 fins de semana por ano. Mas voltar para a serra não era decisão muito simples para quem trabalhou na indústria a vida inteira. As opções de trabalho se resumiam a comércio e cursos de inglês e foi necessário um acidente de bicicleta para que a recuperação de uma cirurgia no joelho na casa de minha mãe me fizesse ficar.

Comecei a trabalhar em um curso profissionalizante mas não demorou muito, recebi o convite de Suely Valente para trabalhar no Instituto Precisa, ONG de meio ambiente com ênfase em produção e consumo sustentáveis. Suely, engenheira química com vasta experiência em indústrias, criou a ONG para divulgar informações sobre os desafios da gestão dos resíduos. Quem conhece a Suely, lembra dela sempre que toma xarope. "Por que precisam vender todo xarope com copinho medidor. A gente não pode deixar um guardado em casa? Precisa?"

Suely trabalha com sistemas de gestão ambiental, buscando as melhores soluções para estações de tratamento de despejos industriais e gestão de resíduos sólidos para indústrias e acredita que se os consumidores conhecerem os desafios enfrentados para o tratamento correto dos resíduos, farão escolhas mais adequadas em suas compras diárias. Uma vez, recebeu a reclamação de um reciclador sobre caixas de ovos cor-de-rosa: "Dona Suely, avise as pessoas que essa cor na embalagem dificulta a reciclagem. Precisa ser cor-de-rosa? Precisa?" Pois é, não precisa. E é isso que fazemos no Instituto Precisa. Em contato constante com indústrias e recicladores, buscamos informações atualizadas sobre os desafios da reciclagem.

Quer saber um pouco sobre isso: Precisa ser assim?

Quer saber um pouco sobre nós:  colaboradores do Instituto Precisa 


Adelia Di Buriasco

30 de abr. de 2014

Precisa usar isopor?

Ao contrário do que muita gente pensa, o isopor é reciclável. Quimicamente, consiste de carbono e hidrogênio e deve ser encaminhado para reciclagem junto com plásticos. No entanto, o processo de reciclagem ainda não é economicamente viável e vem sendo realizado apenas em parceria com grandes fabricantes de eletrodomésticos - consumidoras do material para proteção no transporte.

No processo produtivo, quando há dificuldade de reciclagem, precisamos buscar solução para diminuir a geração do resíduo. E na busca de solução mais adequada, as almofadas de ar começam a ser utilizadas em substituição ao isopor para proteger produtos embalados. Mais leves que o isopor, a boa ideia ainda reduz o valor do frete quando usada nas entregas por correios.


11 de set. de 2013

Carregador único para celulares e tablets

Um relatório da Comissão Europeia mostra que a iniciativa de 2009 para harmonizar os carregadores para telefones celulares está rendendo resultados.

A grande maioria dos novos aparelhos colocados no mercado europeu hoje possuem carregador compatível baseado na tecnologia Micro-USB. O movimento teve adesão dos 14 maiores fabricantes de telefones móveis que assinaram um acordo para padronizar os plugs de carregadores de telefones celulares - foram elas: Apple, Emblaze Mobile, Huawei Technologies, LGE, Motorola Mobility, NEC, Nokia, Qualcomm, Research In Motion (RIM), Samsung, Sony Ericsson, TCT Mobile (ALCATEL mobile phones), Texas Instruments e Atmel.

A incompatibilidade dos carregadores de celular não apenas provoca inconveniências para seus usuários, que muitas vezes são obrigados a comprar novo carregador, independentemente do estado em que se encontra aquele que já possuem, como eleva desnecessariamente o volume de lixo eletrônico.  

O Memorando de Entendimento expirou no final de 2012, mas em entrevista para a revista Enterprise & Industry, o Vice-Presidente da Comissão Europeia, Antonio Tajani, explica que a ambição da Comissão para harmonizar os carregadores não tem data para acabar.

Conheça o acordo: Reference: IP/11/136

No Brasil, porém, a história é outra: duas iniciativas em projeto de lei na mesma época da iniciativa europeia foram frustradas, arquivadas sem aprovação. Como justificativa para o arquivamento, o poder legislativo argumentou que padronizar conectores de aparelhos de celular seria uma exigência que atrasaria a produção tecnológica do país.








E você? Possui carregadores de celular sem uso? Participe da pesquisa do Instituto Precisa:

Fonte: 4-traders.com/news/Common-charger

27 de ago. de 2013

PNRS e a Gestão de Resíduos Sólidos - Não Geração

Nos objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos é clara a ordem de prioridade estabelecida. Em se tratando de resolver os problemas relacionados à gestão dos resíduos sólidos, o primeiro ponto a considerar é a NÃO GERAÇÃO.  

Indústrias podem atuar, gerando menos embalagens e produzindo embalagens de maneira mais racional. Ainda compramos produtos em uma caixa, com um saco em seu interior, que por sua vez acomoda um frasco. Produzir embalagens considerando apenas o apelo visual e os conceitos de marketing não combina com a mudança de paradigmas imposta pelo século 21 com seus desafios ambientais. O que mais podemos pensar em termos de NÃO GERAÇÃO?

1. Contribuiria com a NÃO GERAÇÃO se os conectores de carregadores de aparelhos eletroeletrônicos fossem padronizados. Assim, poderíamos aproveitar os de aparelhos antigos, ao invés de precisar comprar sobressalentes no mercado de um item que acumulamos em nossas gavetas por falta de padronização.

2. Os atendentes das farmácias são muito gentis ao nos oferecer uma pequeno saquinho para embalar uma cartela de remédio, que poderíamos simplesmente colocar no bolso ou na bolsa sem qualquer embalagem adicional. O comércio pratica a gentileza no atendimento. A educação ambiental deve frequentar todos os espaços e farmácias podem usar o fato de diminuírem a distribuição dos saquinhos como contribuição para a redução da poluição.

3. Ainda nas farmácias, os remédios de uso contínuo para os que sofrem de hipertensão, diabetes e outros males poderiam ser vendidos em cartelas - sem bula ou caixa - como é feito com a maioria dos antigripais. 

4.  Brindes - a distribuição de agendas e calendários vem diminuindo ao longo dos anos. Antigamente, acumulávamos brindes recebidos por mais que distribuíssemos para colegas e familiares. Hoje em dia, porém, a prática de corridas e maratonas garantem uma coleção sem fim de garrafinhas de água, toalhas de mão e viseiras. E cabe a pergunta: alguém usa viseira no Brasil? Num país tropical usamos chapéus ou bonés porque precisamos proteger a cabeça e não apenas os olhos. Sabemos que viseiras são mas baratas do que bonés. Mas sabemos também que esta seria uma ótima oportunidade para praticar a NÃO GERAÇÃO. Por que não?

E você, consegue identificar outras oportunidades de NÃO GERAÇÃO no seu dia a dia. Comente aqui ou no Facebook do Precisa. Quando se trata de consumo sustentável, o primeiro questionamento a ser feito é: Precisa?

26 de ago. de 2013

PNRS e a Gestão de Resíduos Sólidos - Redução

Esta é uma série do Instituto Precisa que aborda a ordem de prioridade na gestão dos resíduos sólidos, estabelecida pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) que depende da participação de toda a sociedade para a mudança de padrões estabelecidos que não são mais compatíveis com o momento em que vivemos. A educação ambiental é um assunto transversal, mas não secundário.

O segundo item na prioridade da gestão de resíduos é a REDUÇÃO. O que podemos fazer para isso? Podemos reduzir o uso de materiais de reciclagem mais difícil, esse é o caso do isopor que mesmo sendo reciclável, tem em seu volume uma característica que dificulta esse processo.

Em que situações podemos evitar o uso de isopor, reduzindo sua produção? Na embalagem para proteção dos grandes eletrodomésticos ele é fundamental. Nas porções fracionadas de carne também protege o produto embalado, embora a cidade de Nova Iorque seja pioneira na proibição para esse fim (Resolution to ban sale of polystyrene and its use for food packing in NYC).

O uso de descartáveis em festas e eventos pode evitar o uso do isopor. Algumas empresas de transporte de encomendas já trocaram o isopor pelas almofadas de ar, mostrando que a criatividade pode ajudar a solucionar problemas ambientais e ainda reduzir custos operacionais (saiba mais).

As escolas também podem fazer sua parte e os produtores de eventos também. Para a implementação efetiva da PNRS, a participação dos consumidores é fundamental. Quando o atendente do supermercado incluir isopor nos frios que você comprar fatiado, não deixe de questioná-lo: Precisa?

20 de ago. de 2013

PNRS e a Gestão de Resíduos Sólidos - Destinação Final

Esta é uma série do Instituto Precisa que aborda a ordem de prioridade na gestão dos resíduos sólidos, estabelecida pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) que depende da participação de toda a sociedade para a mudança de padrões estabelecidos que não são mais compatíveis com o momento em que vivemos. A educação ambiental é um assunto transversal, mas não secundário.

A Lei nº 12.305/10, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) é considerada uma lei moderna por conter instrumentos importantes para permitir o avanço necessário ao país para a solução no manejo dos resíduos sólidos. Ela determina a responsabilidade compartilhada entre governo, empresas privadas e população, definindo o papel de cada um na questão ambiental .

A PNRS institui a logística reversa - instrumento de desenvolvimento econômico e social, caracterizado pelo conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento e reciclagem, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada. 

A PNRS prevê a redução no volume de resíduos encaminhados aos aterros sanitários, tendo como proposta a prática de hábitos de consumo sustentável e um conjunto de instrumentos para propiciar:

1. O aumento da reciclagem e da reutilização dos resíduos sólidos - o que tem valor econômico e podem ser reciclados ou reaproveitados.

2. A destinação ambientalmente adequada dos rejeitos - o que não pode ser reciclado ou reutilizado. Inclui nesse item a destinação correta dos resíduos perigosos, tanto os que saem dos setores agrícolas, industriais e hospitalares, quanto os de uso doméstico.

Perceba que resíduos e rejeitos são termos distintos: resíduos podem ser aproveitados, rejeitos não.  A PNRS faz diferença também entre destinação final e disposição final. Para entender melhor: o caso de resíduos de serviços de saúde que precisem ser incinerados terão como destinação final o incinerador. As cinzas que sobrarem do processo de incineração são rejeitos que terão como disposição final valas assépticas feitas para isso.

O maior desafio é aumentar a não geração, a redução, a reutilização e a reciclagem para diminuir o volume dos resíduos destinados a aterros. Produção e consumo sustentáveis têm muito a contribuir com o resultado que esperamos e um programa de 10 anos foi estabelecido em 2012, na Rio+20 para que a gente debata o assunto, buscando soluções e engajamento. Se você leu esse texto até aqui, certamente ajudará a multiplicar a informação. 

10 de jul. de 2013

Produção e Consumo Sustentável - Hora de Participar


Quando pensamos o tempo do mundo, percebemos como é nova a produção industrial que tanto conforto e facilidade nos trouxe. Os remédios aumentaram nossa expectativa de vida, o telefone e a televisão uniram todo o planeta e o computador revolucionou nossa maneira de extrair recursos,  produzir e consumir.


Empresas baratearam custos e cada vez mais pessoas têm acesso a bens de consumo que se tornaram indispensáveis no mundo moderno. Todo esse conforto, porém, nos trouxe dois importantes questionamentos:


- Até onde os recursos naturais aguentarão a pressão de uma extração tão intensa?
- Se tudo o que consumimos um dia vira lixo, como evitar a contaminação do solo e água pelos produtos que descartamos?

Essa preocupação ultrapassa fronteiras e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) articula o plano de Produção e Consumo Sustentáveis como forma de reduzir o impacto ambiental e social gerado pelo modelo tradicional de produção e consumo. Pessoas produzem, pessoas consomem e por isso, todas as pessoas são chamadas a contribuir para o processo de transição para a economia verde.

O objetivo é tornar mais acessível aos consumidores informações sobre produtos e empresas relacionadas à sustentabilidade. O PNUMA então lança uma pesquisa que pode ser respondida por qualquer cidadão que se interesse pelo tema para definir estratégias, prioridades e responsabilidades.

Para participar da pesquisa do PNUMA, acesse:  Pesquisa sobre Informação sobre Consumo Sustentável.

18 de jun. de 2013

Precisamos de tomadas racionais


Em 2011, a ONU solicitou medidas urgentes contra o crescimento exponencial da geração de resíduos eletrônicos em países emergentes. Achim Steiner, diretor-executivo do Pnuma e subsecretário da ONU citou Brasil, China, Índia e México como os países que sofreram mais com os impactos decorrentes.

No mundo industrial, nem toda alteração de processo é simples, entretanto, cabe a nós consumidores a atenção e cobrança para que os processos de mudanças não se prolonguem mais que o necessário. Não podemos deixar de ter em mente que cada uso de recurso natural a mais que o necessário traz impacto duplo: o próprio uso desnecessário do recurso em si e o uso dos recursos para a destinação final do desperdício que virou resíduo.

Vejamos agora há quanto tempo convivemos com um aparente desperdício em um produto no nosso dia a dia:




Não seria melhor quatro tomadas mais espaçadas umas das outras? Precisa ser assim?


Projeto Precisa – atenção, reflexão e mudança. Dá para preservar sem perder conforto!

Referência: PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (http://www.pnuma.org.br/)


28 de fev. de 2013

Se o produto é igual, escolha pela embalagem


Quando começamos a repensar nossos hábitos de consumo, vemos que nosso poder de consumidores vai muito além das compras convencionais. Até quando compramos medicamentos em farmácias de manipulação podemos fazer valer nosso poder. É o caso de alguns medicamentos que são comercializados em cápsulas ou em embalagens individualizadas de alumínio.

Qual a melhor escolha? As cápsulas não deixarão rastro e o frasco plástico que as comporta é reciclável. E as embalagens individualizadas de alumínio? Além de mais caras, não serão recicladas, tendo seu fim em algum aterro ou lixão.

Se o produto é igual, escolha pela embalagem.

Participe da pesquisa pelo Facebook:  Pesquisa de embalagem de medicamentos

15 de fev. de 2013

Detergente precisa de cor?

Porque usamos detergente colorido? Nós sabemos que o detergente de limão não tem limão, o de maçã não tem maçã, mas associamos a cor ao perfume e assim decidimos nossa compra. Mas como será que funciona a produção? Será que para mudar de uma cor para outra, os fabricantes precisam lavar os tanques onde são realizadas as misturas, gastando muita água para isso? Será que a compra que fazemos no mercado de um item tão usado em nossas casas reflete um maior ou menor uso de água por parte das indústrias? 


Se a ausência de cor for melhor para o ambiente, as pessoas comprariam da mesma forma? 
Para lavar a louça, detergente PRECISA ter cor?

7 de dez. de 2012

Projeto Precisa - A exposição pergunta: Precisa?

Se uma imagem vale mais que 1000 palavras, a exposição do Projeto Precisa sobre resíduos sólidos vale um livro inteiro. A exposição, mostra os limites da reciclagem, os problemas do lixo industrial e além de informar, convida os participantes a um momento de reflexão sobre os impactos causados pelo consumo. O setor produtivo busca soluções ambientalmente adequadas na medida em que nós, consumidores, percebemos essa necessidade.


Em 2012, a exposição do Projeto Precisa participou do Congresso Regional dos Estudantes de Engenharia Química da UFF, em Niterói e do Colóquio de Engenharia Química da COPPE/UFRJ, no Rio de Janeiro. Para Suely Valente, que leva a exposição do Projeto Precisa nos cursos que ministra na área ambiental, é muito importante preparar o estudante de Engenharia Química para os desafios da gestão dos resíduos. O Engenheiro Químico pode contribuir com a redução de geração, com a escolha de materiais sustentáveis e com outras soluções que resultem em produção mais limpa e meio ambiente menos impactado.



Parte da exposição é dedicada aos resíduos industriais:

As soluções encontradas:
  
E as situações ainda sem solução:

Conhecer os desafios é o primeiro passo para a busca de soluções e enquanto o mercado descobre, inventa, testa e lança novos materiais, os novos profissionais precisam estar capacitados para saber fazer a melhor escolha, considerando sempre o meio ambiente nos custos de produção. 


23 de out. de 2012

Carregadores de celular... sustentabilidade?

Em um estudo sobre o tráfego móvel global, a Cisco, fabricante e vendedora de eletrônicos, divulgou que esse ano (2012) o número de aparelhos celulares deve ultrapassar a população mundial.

Alguns dados do mercado brasileiro, divulgados pela Anatel, são favoráveis a previsão da Cisco. Foram registradas 245,2 milhões de linhas ativas em telefones móveis no país, sendo que somente em janeiro 2,9 milhões de linhas foram ativadas, alcançando o maior crescimento dos últimos 13 anos.

Supondo que, em média, cada usuário destas linhas teve 3 aparelhos celulares nos últimos três anos, serão aproximadamente 700 milhões de aparelhos celulares com igual número de carregadores. Supondo ainda que:

ü  os carregadores fossem iguais para todas as marcas;
ü  a venda do carregador fosse separada do aparelho telefônico;
ü  e que o número de carregadores consumido a mais por dano ou compra de reserva pelo usuário fosse de 30%...

... milhões de carregadores não teriam sido produzidos gastando recurso natural e virando resíduo sem necessidade. A maioria dos consumidores não teria em casa vários carregadores, sem utilidade e sem saber o que fazer com eles.

Enquanto isso...
São objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos:
Art. 7o  II - não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos sólidos, bem como disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.
Projeto de Lei 6415/2009:
Ementa: Acrescenta artigo à Lei nº 9.472, de 16/07/1997, para dispor sobre o fornecimento de um carregador universal na venda de aparelhos terminais do assinante da telefonia móvel vendidos no País.

Situação: Arquivada na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.


Participe da pesquisa do Projeto Precisa: Quanto carregadores de celular SEM USO você tem?

15 de out. de 2012

O que é Economia Verde?


A Rio+20 levantou debates sobre meio ambiente, sustentabilidade e erradicação da pobreza. E na apresentação de seus temas nasceu a questão: o que é Economia Verde?


Para o secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Luiz Pinguelli Rosa, economia verde "é um nome sem definição. Há uma ideia de que é uma coisa boa. É ambíguo, uma coisa para todos concordarem, cada um interpreta de um jeito”.


Para o PNUMA, órgão da ONU voltado ao meio ambiente, economia verde é a que resulta em capital humano, gerando melhoria do bem-estar social, com redução dos riscos ambientais e da escassez ecológica. Na sua expressão mais simples, uma economia verde pode ser pensada como uma economia de baixo carbono, eficiente em recursos e socialmente inclusiva.

Em 2008, o PNUMA lançou a iniciativa Economia Verde com o objetivo de mobilizar e reorientar a economia para investimentos em tecnologias verdes e infraestrutura natural. Concebida com o apoio de economistas, a ação pretende criar uma oportunidade de repensar e mudar o futuro da economia. Acredita-se que os setores de energia e tecnologia limpa, incluindo reciclagem, energia rural, energia renovável e biomassa sustentável; de agricultura sustentável, incluindo orgânicos; de infraestrutura ecossistêmica; de redução de emissões por desmatamento e de construções verdes são fundamentais para uma mudança maior na economia, para a sustentabilidade e para a geração de empregos.

O relatório do PNUMA "Rumo a uma Economia Verde" traz mais esclarecimentos sobre o termo e sobre nossa responsabilidade para seu estabelecimento. O relatório apresenta argumentos econômicos e sociais convincentes para o investimento de 2% do PIB mundial para tornar verde os 10 setores estratégicos da economia, de forma a redirecionar o desenvolvimento e desencadear um fluxo público e privado rumo à baixa emissão de carbono e a um caminho de uso eficiente de recursos. 

Acesse o relatório: Rumo a uma Economia Verde

15 de jun. de 2012

No futuro que queremos o consumo é sustentável

"Nós, chefes de Estado e Governo, reunidos no Rio de Janeiro, Brasil, de 20-22 de junho de 2012, resolvemos trabalhar juntos por um futuro próspero, seguro e sustentável para nossos povos e nosso planeta."  Esse é o primeiro item no documento O Futuro que Queremos, onde produção e consumo sustentáveis figuram em 4 parágrafos. 

Para a produção sustentável, além da consciência empresarial e do marketing verde, temos a força da legislação. Já para o consumo sustentável, a mudança de comportamento precisa de boas doses de educação ambiental, trocar o "ter" pelo "ser" e repensar nossa atitude como consumidores. A Rio+20 traz um  acordo internacional entre chefes de estado para o desenvolvimento sustentável, mas a mudança de paradigmas para atingir os objetivos depende de juntos transformarmos ideias e propostas em ação. 

Veja os 4 parágrafos:

14. Decidimos redobrar nossos esforços para erradicar a pobreza e a fome, e garantir que as atividades humanas respeitem os ecossistemas do planeta e seus sistemas vitais. Precisamos integrar o desenvolvimento sustentável em todos os aspectos da forma como vivemos. Reconhecemos a responsabilidade particular de cultivar o desenvolvimento sustentável e padrões de produção e consumo sustentáveis

26. Consideramos a economia verde como um meio para alcançar o desenvolvimento sustentável, que deve permanecer como o nosso objetivo principal. Reconhecemos que uma economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e erradicação da pobreza deve proteger e reforçar a base de recursos naturais, aumentar a eficiência dos recursos, promover padrões de consumo e produção sustentáveis, e guiar o mundo na direção de um desenvolvimento de baixo carbono. 

97. Concordamos em estabelecer um Quadro de Ação de 10 anos sobre Consumo e Produção Sustentáveis como parte de um pacto global sobre o tema, baseado no texto elaborado nas negociações da Comissão sobre Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas em sua décima-nona sessão. 

107. Propomos que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável possam incluir padrões de consumo e produção sustentáveis, bem como áreas prioritárias tais como oceanos; segurança alimentar e agricultura sustentável; energia sustentável para todos; acesso à água e eficiência hídrica; cidades sustentáveis; empregos verdes, trabalho decente e inclusão social; e redução dos riscos de desastres e resiliência. 

O Projeto Precisa assina embaixo.