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10 de mar. de 2016

Precisa ter cor? Yayoi Kusama


http://www.thisiscolossal.com/2012/01/yayoi-kusama-obiliteration-room/
Yayoi Kusama
Na imagem, a artista plástica japonesa Yayoi Kusama interage com visitantes dando-lhes cartelas com pequenos adesivos coloridos para que sejam colocados em um fundo originalmente branco. Nos faz pensar... Como decidimos o que produzimos?

A evolução industrial acompanha questões econômicas, sociais, políticas, técnicas, culturais e ambientais. Tanto o planejamento de marketing, quanto o desenvolvimento de novos produtos acompanham muitas áreas em seus processos de decisão.


Com a necessidade de uma abordagem industrial mais focada em redução de desperdícios e de impacto ambientais, conhecemos a produção sustentável, a produção+limpa e a economia verde como novos paradigmas na indústria.  A produção sustentável é reforçada pelo tema paralelo consumo sustentável, mostrando que indústrias não decidem sozinhas mas influenciadas pelo grande poder do consumidor, este tão forte quanto o elefante, desconhece ainda sua força, mas começa a dar seus primeiros passos na contribuição com o tema. Já temos produtos "ambientalmente corretos", embalagens mais racionais  e equipamentos "eco-eficientes".


7 de mar. de 2016

Sustentabilidade - Download gratuito

Anualmente, o relatório anual do Worldwatch Institute é esperado pelos que procuram se atualizar sobre os temas relacionados ao meio ambiente. A leitura é obrigatória para os que buscam entender a importância de nutrir um ambiente seguro, justo e saudável através de política e ação. Publicado pela primeira vez em 1984 como um compêndio de temas, o relatório Estado do Mundo agora cobre temas de sustentabilidade selecionados anualmente, incluindo o desenvolvimento urbano, as alterações climáticas, a segurança global, consumismo e inovação agrícola.

Nessa edição, o prefácio de Marilene Ramos (Ibama) fala da importância das parcerias para que o meio ambiente seja tratado com a importância que precisa.

A versão em português, pode ser acessada gratuitamente em:

http://www.wwiuma.org.br/ESTADO_DO_MUNDO_2015.pdf

Conheça outras publicações sobre sustentabilidade com download gratuito em:

Biblioteca do Precisa


11 de jan. de 2016

A meta que nos faz progredir

Em artigo da revista Prática Empreendora, Suely Ferreira, do Instituto Precisa, fala o quão distantes estamos de nossas metas de produção e consumo sustentáveis. Sem desistir da rota, ela cita Eduardo Galeano e nos convida a seguir o mesmo rumo: "A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar."


10 de mar. de 2015

Dia Mundial da Água - vamos aprender a Pegada Hídrica?

Comemorar o Dia da Água é brindar a sua importância, enquanto buscamos a solução para os problemas de escassez e poluição que temos causado.

Para sair um pouco do lugar comum de "fechar a torneira ao escovar os dentes", podemos levar a noção de pegada hídrica. Aquela que mostra o quanto de água é consumido para a produção de alimentos e bens de consumo.

Gostamos de fazer isso com o jogo da pegada hídrica. Vamos jogar? veja no Youtube



Adquira esse jogo em Jogos do Instituto Precisa

28 de nov. de 2014

Cartilha Consumir sem Desperdício - Download

Consumo sustentável é assunto que vem ganhando espaço, principalmente depois da publicação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (2010) e da Rio+20 (2012), quando foi estabelecido o Plano de Ação de 10 anos de Produção e Consumo Sustentável, pelo PNUMA, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

Praticar consumo sustentável tem a ver com a escolha de produtos que utilizaram menos recursos naturais em sua produção, que garantiram o emprego decente aos que os produziram e que serão facilmente reaproveitados ou reciclados. Significa comprar aquilo que é realmente necessário, estendendo a vida útil dos produtos tanto quanto possível.

Uma parceria da Secretaria de Ambiente (RJ), Inea, Unilever, Cempre e Cebds produziu a cartilha Consumir sem Desperdício que explica o assunto de maneira simples com dicas que todos podem seguir, como essa: "Quando damos preferência a produtos com menos embalagens, reutilizáveis, facilmente recicláveis ou já feitos com material reciclado, enviamos o recado aos fabricantes e às lojas de que queremos produtos assim. As indústrias e o comércio, por sua vez, irão se organizar para atender ao consumidor que põe em prática hábitos e escolhas sustentáveis."

A rede de supermercados Zona Sul está distribuindo a cartilha que você pode também conhecer aqui: Cartilha Consumir sem Desperdício.

O consumo sustentável estimula as pessoas a adquirirem aquilo que é necessário, não desperdiçando e escolhendo produtos que não agridem o meio ambiente.

23 de mai. de 2014

Meus primeiros dias no Instituto Precisa

Quando minha mãe fez 70 anos, senti vontade de voltar para casa e aproveitar mais tempo com ela. Estava a três horas de casa, trabalhando em uma fábrica de sal e subia a serra de Petrópolis não mais do que 3 fins de semana por ano. Mas voltar para a serra não era decisão muito simples para quem trabalhou na indústria a vida inteira. As opções de trabalho se resumiam a comércio e cursos de inglês e foi necessário um acidente de bicicleta para que a recuperação de uma cirurgia no joelho na casa de minha mãe me fizesse ficar.

Comecei a trabalhar em um curso profissionalizante mas não demorou muito, recebi o convite de Suely Valente para trabalhar no Instituto Precisa, ONG de meio ambiente com ênfase em produção e consumo sustentáveis. Suely, engenheira química com vasta experiência em indústrias, criou a ONG para divulgar informações sobre os desafios da gestão dos resíduos. Quem conhece a Suely, lembra dela sempre que toma xarope. "Por que precisam vender todo xarope com copinho medidor. A gente não pode deixar um guardado em casa? Precisa?"

Suely trabalha com sistemas de gestão ambiental, buscando as melhores soluções para estações de tratamento de despejos industriais e gestão de resíduos sólidos para indústrias e acredita que se os consumidores conhecerem os desafios enfrentados para o tratamento correto dos resíduos, farão escolhas mais adequadas em suas compras diárias. Uma vez, recebeu a reclamação de um reciclador sobre caixas de ovos cor-de-rosa: "Dona Suely, avise as pessoas que essa cor na embalagem dificulta a reciclagem. Precisa ser cor-de-rosa? Precisa?" Pois é, não precisa. E é isso que fazemos no Instituto Precisa. Em contato constante com indústrias e recicladores, buscamos informações atualizadas sobre os desafios da reciclagem.

Quer saber um pouco sobre isso: Precisa ser assim?

Quer saber um pouco sobre nós:  colaboradores do Instituto Precisa 


Adelia Di Buriasco

8 de abr. de 2014

Ovo de Páscoa Precisa ter Tanta Embalagem?


Embalados pela onda da sustentabilidade e assumindo nossa responsabilidade na redução de geração de lixo, passamos a questionar a embalagem de tudo o que compramos. A páscoa chega mais uma vez e nos perguntamos para onde vai toda aquela embalagem colorida e metalizada. 

A embalagem metalizada não é reciclada porque seu processo de reciclagem não é economicamente viável. Algumas empresas brasileiras já estão utilizando material reciclado nas embalagens dos ovos de páscoa, como o butil oligo polipropileno (BOPP), o papel alumínio (Al) e, no suporte do ovo, o polipropileno (PP). Todos 100% recicláveis.


Vamos ficar atentos na hora de comprar e dar preferência às empresas criativas, tanto no uso de material reciclável, quanto na redução da quantidade usada.

6 de jan. de 2014

Conferência Nacional do Meio Ambiente apoia a padronização de carregadores de celular

Curta e responda
A 4ª Conferência Nacional do Meio Ambiente (out 2013) teve Resíduos Sólidos como tema central e apresentou propostas interessantes em seus quatro eixos temáticos: produção e consumo sustentáveis; redução de impactos ambientais; geração de emprego e renda e educação ambiental. O relatório final apresenta 40 ações escolhidas em cada um dos eixos, discutidas ao longo de todo o ano nas conferências municipais, estaduais e virtuais. 

No eixo Produção e Consumo Sustentáveis, das 15 ações escolhidas, entre outras de incentivos a reciclagem e cooperativas, duas nos chamaram a atenção:    

1. Incentivar, investir e realizar estudos sobre avaliação do ciclo de vida dos produtos comercializados, cadeia de reciclagem e logística reversa, bem como pesquisas científicas acerca de matérias primas alternativas em diversos setores visando a viabilização financeira de tecnologias sustentáveis voltadas para o beneficiamento de resíduos sólidos.

 2. Regulamentar produtos para evitar e inibir a obsolescência planejada, aumentando o tempo de vida útil dos produtos, criando normas técnicas, garantindo também a compatibilidade de peças, reduzindo descartes e a geração de resíduos sólidos, e incluindo no Código de Defesa do Consumidor um sistema público de controle e regulamentação.
Ambas favorecem a campanha do Instituto Precisa pela padronização de carregadores de eletroeletrônicos.

Participe da campanha do Instituto Precisa, respondendo à enquete no Facebook:

Clique aqui: Quantos carregadores de celular sem uso você tem?


Conheça o resultado final da conferência, com as ações escolhidas em cada um dos quatro eixos temáticos.
Clique aqui:  Relatório Final 4CNMA (pdf)


28 de dez. de 2013

Vamos Cuidar do Brasil com Escolas Sustentáveis


Vamos Cuidar do Brasil com Escolas Sustentáveis, esse é o tema da IV Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, realizada em novembro com o objetivo de fortalecer a educação ambiental nos sistemas de ensino, propiciando atitude responsável e comprometida da comunidade escolar com as questões socioambientais locais e globais, com ênfase na participação social e nos processos de melhoria da relação ensino-aprendizagem, em uma visão de educação para a diversidade, inclusiva e integral.

Consumo sustentável está entre os temas da conferência e a reflexão sobre o assunto chegou à Turma da Mônica que mostra maneiras simples de viver em harmonia com o meio ambiente.

Acesse o gibi da Turma da Mônica aqui: Cuidando do Mundo

15 de out. de 2013

Consumo Consciente - download cartilha


Dizem que a vida devia ter manual de instruções, o WWF ouviu e pelo menos para nossa maneira de consumir e descartar o que consumimos lançou um guia muito interessante, e melhor, gratuito.

O Pequeno Guia de Consumo em um Mundo Pequeno nos lembra que podemos fazer as mesmas coisas gerando menos lixo. Como? com informação. Estilo de vida sustentável nasce do debate sobre os nossos hábitos e seu reflexo no ambiente que vivemos.  Mundo pequeno.

Leve o guia para aulas, eventos, palestras. Multiplique, leia, compartilhe. Ou será a toa que o Dia do Consumo Consciente coincide com o Dia do Professor?

Baixe o guia: Pequeno Guia de Consumo em um Mundo Pequeno

6 de out. de 2013

Vamos Consumir sem Desperdício?



Nossa sociedade consome mais e gera mais lixo a cada dia que passa. A solução para diminuir o problema começa quando compramos. Nosso papel como consumidor consciente é fundamental. O CEMPRE, Compromisso Empresarial para a Reciclagem, lançou o jogo virtual Consumir sem Desperdício, com dicas interessantes para a gente se envolver mais na questão do lixo e aprender sobre logística reversa, coleta seletiva e outros temas da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Vamos jogar? 

Acesse o link: Jogo Consumir sem Desperdício



27 de ago. de 2013

PNRS e a Gestão de Resíduos Sólidos - Não Geração

Nos objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos é clara a ordem de prioridade estabelecida. Em se tratando de resolver os problemas relacionados à gestão dos resíduos sólidos, o primeiro ponto a considerar é a NÃO GERAÇÃO.  

Indústrias podem atuar, gerando menos embalagens e produzindo embalagens de maneira mais racional. Ainda compramos produtos em uma caixa, com um saco em seu interior, que por sua vez acomoda um frasco. Produzir embalagens considerando apenas o apelo visual e os conceitos de marketing não combina com a mudança de paradigmas imposta pelo século 21 com seus desafios ambientais. O que mais podemos pensar em termos de NÃO GERAÇÃO?

1. Contribuiria com a NÃO GERAÇÃO se os conectores de carregadores de aparelhos eletroeletrônicos fossem padronizados. Assim, poderíamos aproveitar os de aparelhos antigos, ao invés de precisar comprar sobressalentes no mercado de um item que acumulamos em nossas gavetas por falta de padronização.

2. Os atendentes das farmácias são muito gentis ao nos oferecer uma pequeno saquinho para embalar uma cartela de remédio, que poderíamos simplesmente colocar no bolso ou na bolsa sem qualquer embalagem adicional. O comércio pratica a gentileza no atendimento. A educação ambiental deve frequentar todos os espaços e farmácias podem usar o fato de diminuírem a distribuição dos saquinhos como contribuição para a redução da poluição.

3. Ainda nas farmácias, os remédios de uso contínuo para os que sofrem de hipertensão, diabetes e outros males poderiam ser vendidos em cartelas - sem bula ou caixa - como é feito com a maioria dos antigripais. 

4.  Brindes - a distribuição de agendas e calendários vem diminuindo ao longo dos anos. Antigamente, acumulávamos brindes recebidos por mais que distribuíssemos para colegas e familiares. Hoje em dia, porém, a prática de corridas e maratonas garantem uma coleção sem fim de garrafinhas de água, toalhas de mão e viseiras. E cabe a pergunta: alguém usa viseira no Brasil? Num país tropical usamos chapéus ou bonés porque precisamos proteger a cabeça e não apenas os olhos. Sabemos que viseiras são mas baratas do que bonés. Mas sabemos também que esta seria uma ótima oportunidade para praticar a NÃO GERAÇÃO. Por que não?

E você, consegue identificar outras oportunidades de NÃO GERAÇÃO no seu dia a dia. Comente aqui ou no Facebook do Precisa. Quando se trata de consumo sustentável, o primeiro questionamento a ser feito é: Precisa?

26 de ago. de 2013

PNRS e a Gestão de Resíduos Sólidos - Redução

Esta é uma série do Instituto Precisa que aborda a ordem de prioridade na gestão dos resíduos sólidos, estabelecida pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) que depende da participação de toda a sociedade para a mudança de padrões estabelecidos que não são mais compatíveis com o momento em que vivemos. A educação ambiental é um assunto transversal, mas não secundário.

O segundo item na prioridade da gestão de resíduos é a REDUÇÃO. O que podemos fazer para isso? Podemos reduzir o uso de materiais de reciclagem mais difícil, esse é o caso do isopor que mesmo sendo reciclável, tem em seu volume uma característica que dificulta esse processo.

Em que situações podemos evitar o uso de isopor, reduzindo sua produção? Na embalagem para proteção dos grandes eletrodomésticos ele é fundamental. Nas porções fracionadas de carne também protege o produto embalado, embora a cidade de Nova Iorque seja pioneira na proibição para esse fim (Resolution to ban sale of polystyrene and its use for food packing in NYC).

O uso de descartáveis em festas e eventos pode evitar o uso do isopor. Algumas empresas de transporte de encomendas já trocaram o isopor pelas almofadas de ar, mostrando que a criatividade pode ajudar a solucionar problemas ambientais e ainda reduzir custos operacionais (saiba mais).

As escolas também podem fazer sua parte e os produtores de eventos também. Para a implementação efetiva da PNRS, a participação dos consumidores é fundamental. Quando o atendente do supermercado incluir isopor nos frios que você comprar fatiado, não deixe de questioná-lo: Precisa?

25 de ago. de 2013

PNRS e a Gestão de Resíduos Sólidos - Reutilização

Esta é uma série do Instituto Precisa que aborda a ordem de prioridade na gestão dos resíduos sólidos, estabelecida pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) que depende da participação de toda a sociedade para a mudança de padrões estabelecidos que não são mais compatíveis com o momento em que vivemos. A educação ambiental é um assunto transversal, mas não secundário.

O terceiro item na ordem de prioridade na gestão de resíduos sólidos é a reutilização. Palavra de ação difícil em nossa sociedade de consumo que valoriza até amor descartável. Reutilizar é fazer durar o que ainda é útil, valorizar o que um dia foi sonho de consumo, aproveitar móveis, roupas, usar o caderno do ano anterior repleto de folhas intactas, imprimir no outro lado do papel, aproveitar sobras do almoço e usar as polêmicas sacolas de supermercado para embalar o lixo de cada dia. É claro que a gente gosta de coisa nova, todo mundo gosta. Mas todo mundo também tem a experiência de, ainda adolescente, ter sido trocado por um outro amor. Reutilizar é olhar a vitrine cheia de apelos mas manter a velha calça jeans, não por apego, mas por saber que alcançaremos o mundo sustentável que queremos reduzindo a pressão na extração dos recursos naturais.

Um dia tudo vira lixo, reutilizar é contribuir para que esse dia demore um pouco mais a chegar.

20 de ago. de 2013

PNRS e a Gestão de Resíduos Sólidos - Destinação Final

Esta é uma série do Instituto Precisa que aborda a ordem de prioridade na gestão dos resíduos sólidos, estabelecida pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) que depende da participação de toda a sociedade para a mudança de padrões estabelecidos que não são mais compatíveis com o momento em que vivemos. A educação ambiental é um assunto transversal, mas não secundário.

A Lei nº 12.305/10, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) é considerada uma lei moderna por conter instrumentos importantes para permitir o avanço necessário ao país para a solução no manejo dos resíduos sólidos. Ela determina a responsabilidade compartilhada entre governo, empresas privadas e população, definindo o papel de cada um na questão ambiental .

A PNRS institui a logística reversa - instrumento de desenvolvimento econômico e social, caracterizado pelo conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento e reciclagem, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada. 

A PNRS prevê a redução no volume de resíduos encaminhados aos aterros sanitários, tendo como proposta a prática de hábitos de consumo sustentável e um conjunto de instrumentos para propiciar:

1. O aumento da reciclagem e da reutilização dos resíduos sólidos - o que tem valor econômico e podem ser reciclados ou reaproveitados.

2. A destinação ambientalmente adequada dos rejeitos - o que não pode ser reciclado ou reutilizado. Inclui nesse item a destinação correta dos resíduos perigosos, tanto os que saem dos setores agrícolas, industriais e hospitalares, quanto os de uso doméstico.

Perceba que resíduos e rejeitos são termos distintos: resíduos podem ser aproveitados, rejeitos não.  A PNRS faz diferença também entre destinação final e disposição final. Para entender melhor: o caso de resíduos de serviços de saúde que precisem ser incinerados terão como destinação final o incinerador. As cinzas que sobrarem do processo de incineração são rejeitos que terão como disposição final valas assépticas feitas para isso.

O maior desafio é aumentar a não geração, a redução, a reutilização e a reciclagem para diminuir o volume dos resíduos destinados a aterros. Produção e consumo sustentáveis têm muito a contribuir com o resultado que esperamos e um programa de 10 anos foi estabelecido em 2012, na Rio+20 para que a gente debata o assunto, buscando soluções e engajamento. Se você leu esse texto até aqui, certamente ajudará a multiplicar a informação. 

10 de jul. de 2013

Produção e Consumo Sustentável - Hora de Participar


Quando pensamos o tempo do mundo, percebemos como é nova a produção industrial que tanto conforto e facilidade nos trouxe. Os remédios aumentaram nossa expectativa de vida, o telefone e a televisão uniram todo o planeta e o computador revolucionou nossa maneira de extrair recursos,  produzir e consumir.


Empresas baratearam custos e cada vez mais pessoas têm acesso a bens de consumo que se tornaram indispensáveis no mundo moderno. Todo esse conforto, porém, nos trouxe dois importantes questionamentos:


- Até onde os recursos naturais aguentarão a pressão de uma extração tão intensa?
- Se tudo o que consumimos um dia vira lixo, como evitar a contaminação do solo e água pelos produtos que descartamos?

Essa preocupação ultrapassa fronteiras e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) articula o plano de Produção e Consumo Sustentáveis como forma de reduzir o impacto ambiental e social gerado pelo modelo tradicional de produção e consumo. Pessoas produzem, pessoas consomem e por isso, todas as pessoas são chamadas a contribuir para o processo de transição para a economia verde.

O objetivo é tornar mais acessível aos consumidores informações sobre produtos e empresas relacionadas à sustentabilidade. O PNUMA então lança uma pesquisa que pode ser respondida por qualquer cidadão que se interesse pelo tema para definir estratégias, prioridades e responsabilidades.

Para participar da pesquisa do PNUMA, acesse:  Pesquisa sobre Informação sobre Consumo Sustentável.

9 de jul. de 2013

Desenvolvimento do plano de Produção e Consumo Sustentáveis - Relatório PNUMA

A Conferência Rio+20, em 2012, reafirmou o programa de Consumo e Produção Sustentáveis como um dos pilares do desenvolvimento sustentável, considerado como estratégia para assegurar a prosperidade futura, tentando dissociar o crescimento econômico das crescentes taxas de uso dos recursos naturais e dos impactos ambientais que ocorrem nas etapas de produção e pós-consumo.

Para isso, há o consenso de que a informação a consumidores é fundamental para que esses possam tomar decisões racionais de consumo. Iniciativas de rotulagem ambiental, pegada ambiental e declaração de ciclo de vida de produtos precisam estar harmonizadas. O PNUMA - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente tem agregado os ministérios de meio ambiente da comunidade internacional para este fim.

Um passo importante foi a formulação da visão do programa: "Um mundo onde os consumidores, em todos os lugares, possam agir de forma sustentável porque a eles são apresentadas opções e informações que lhes permitam fazê-lo."

Multiplicação de conhecimento é a base para o desenvolvimento do plano de Produção e Consumo Sustentáveis.

18 de jun. de 2013

Todos juntos para acabar com os lixões no Brasil





A 4ª Conferência Nacional do Meio Ambiente vai discutir a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), com foco nos seguintes temas:

1. Produção e consumo sustentáveis: 
Como podemos consumir de forma mais inteligente, produzindo menos lixo.

2. Redução dos impactos ambientais: 
Como o cidadão pode reduzir e descartar de forma adequada o lixo que produz. Como reduzir as enchentes e a poluição dos mares, proteger as nascentes dos rios, os animais, as plantas e nossa saúde. E ainda, como acabar com os lixões até 2014.

3. Geração de emprego e renda: 
Como melhorar as condições de vida das pessoas que hoje tiram o sustento de suas famílias da catação do lixo. Este tema é direcionado à organização de cooperativas de catadores, que separam e reciclam os resíduos sólidos em galpões equipados para isso.

O convite vale para todos. Qualquer brasileiro pode contribuir com a Conferência Nacional, participando diretamente das conferências municipais, regionais e estaduais, das conferências livres e também das conferências virtuais.

Este é o momento para compartilhar boas ideias.

Para saber mais: 4ª Conferência Nacional do Meio Ambiente

9 de jun. de 2013

Pense, coma, não desperdice - 10 Dicas

Estudo recente, organizado pela FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations) mostra que cerca de um terço de toda a produção de alimentos do mundo é desperdiçada na produção, comercialização ou pós-consumo. Quase metade dessa quantidade é o resultado de varejistas e consumidores que descartam alimentos ainda próprios para consumo. O desperdício chega a 300 milhões de toneladas, o suficiente para alimentar as 900 milhões de pessoas com fome no mundo. 


A campanha Think.Eat.Save apresenta 10 dicas simples que podemos seguir para reduzir o desperdício de alimentos:

1. Compras racionais: planeje suas refeições e vá às compras com uma lista. Resista aos apelos de marketing para comprar produtos que você não precisa.

2. Aproveite as xepas: comprar no "fim da feira", além de economizar, evita que toda aquela sobra seja enviada para o lixo. 

3. Preste atenção à data de validade: principalmente para os produtos com prazo menor de validade, como pães de forma e laticínios. Se já comprou e o produto está com poucos dias fora da validade pode ser consumido sem risco de contaminação.

4. Esvazie a geladeira antes de novas compras: consuma o que já comprou. Não encha muito a geladeira pois a tendência ao desperdício será maior. Use e abuse de receitas que aproveitam sobras. Alguns sites dão boas dicas de aproveitamento, como o Slow Food e o GreenNation.

5. Se você tem freezer, use: um resto de comida pode não ser atrativo no dia seguinte, mas após 3 dias no freezer, pode voltar a ser um prato interessante, revisitado, renovado e não desperdiçado.

6. Peça porções menores no restaurante e quando estiver em restaurantes de comida a quilo, veja primeiro as opções, decida e depois faça seu prato.

7. Pratique o PEPS em casa. Essa prática usada em depósitos diz "o primeiro que entra é o primeiro que sai". Use ingredientes mais velhos primeiro. Coma legumes e frutas que já possui, antes de comprar outros mais frescos. Nas prateleiras, o que é mais velho deve ficar na frente para facilitar sua escolha.

8. Ame as sobras e não se envergonhe delas: no restaurante, peça uma quentinha com as sobras e economize uma refeição. Esse hábito pouco usado, às vezes até por vergonha, reduz o desperdício de toneladas de alimentos que voltam para as cozinhas dos restaurantes a caminho do lixo.

9. Pratique a compostagem: até quem mora em apartamento pode usar cascas e sobras de alimentos ainda não produzidos em uma composteira doméstica. Para aprender: Como fazer uma composteira

10. Doe alimentos não perecíveis que não usar: conheça seu estoque de alimentos e não deixe que cheguem ao final da validade sem uso. Se perceber que não vai dar conta de usar, doe.

Participe da campanha, informe-se, compartilhe: Think.Eat.Save

28 de fev. de 2013

Se o produto é igual, escolha pela embalagem


Quando começamos a repensar nossos hábitos de consumo, vemos que nosso poder de consumidores vai muito além das compras convencionais. Até quando compramos medicamentos em farmácias de manipulação podemos fazer valer nosso poder. É o caso de alguns medicamentos que são comercializados em cápsulas ou em embalagens individualizadas de alumínio.

Qual a melhor escolha? As cápsulas não deixarão rastro e o frasco plástico que as comporta é reciclável. E as embalagens individualizadas de alumínio? Além de mais caras, não serão recicladas, tendo seu fim em algum aterro ou lixão.

Se o produto é igual, escolha pela embalagem.

Participe da pesquisa pelo Facebook:  Pesquisa de embalagem de medicamentos